“O objetivo é otimizar o fluxo de veículos e garantir que a pista expressa seja uma opção mais rápida para quem está disposto a pagar por isso”, explica Cleber Chinelato, Gerente Executivo de Tecnologia da CCR Rodovias, concessionária responsável pela Dutra.
No total, serão 21 pórticos de pedágio eletrônico ao longo dos 25 quilômetros de pista expressa, e cada motorista pagará apenas pelo trecho que utilizar. A cobrança será feita por tag veicular ou pelo sistema de reconhecimento de placas, com a opção de pagamento posterior via site ou aplicativo da concessionária.
Tarifa dinâmica: quanto maior o congestionamento, maior o preço
Diferentemente dos pedágios tradicionais com valores fixos, a pista expressa da Dutra adotará um modelo de preço dinâmico. Isso significa que o valor cobrado pode variar ao longo do dia, dependendo do fluxo de veículos.
Se a pista expressa estiver fluindo bem, a tarifa será menor. Se houver mais congestionamento, o preço pode subir. Esse sistema, conhecido como “manage lanes” (ou gestão de faixas), já é utilizado em rodovias dos Estados Unidos e tem como objetivo equilibrar a demanda, evitando que a via expressa fique tão congestionada quanto a marginal.
“Antes de acessar a pista expressa, o motorista verá uma placa com o valor da tarifa em tempo real”, afirma Chinelato. “Assim, ele poderá decidir se vale a pena pagar pela viagem mais rápida ou seguir pela pista marginal gratuitamente.”