No meio disso tudo, hoje, justamente hoje, o supremo Dino resolveu liberar o dinheiro das emendas que ele tinha bloqueado no fim do ano e até desmarcou uma audiência de conciliação que aconteceria amanhã.
O Congresso e o governo Lula fizeram um plano para dar mais transparência para as emendas. Eu e o supremo Dino só acreditamos vendo, já que o Supremo já declarou o orçamento secreto inconstitucional e mesmo assim ainda tem bilhões de dinheiro público sendo distribuído sem transparência. Na sua decisão, Dino relembra sempre os congressistas que eles precisam nomear quem é quem na liberação do dindim.
Mas de qualquer forma, Dino achou que era um avanço e liberou as emendas (algumas que estão sob investigação ficaram de fora) e mandou o caso para o plenário. No plenário, todos os supremos votam.
Alcolumbre, a estrela de Davi que manda no Senado, fez questão de divulgar amplamente uma nota na qual diz que o supremo Dino reconhece que o plano apresentado é muito relevante para a concretização do princípio da harmonia entre os Poderes e que as prerrogativas dos parlamentares foi observada. E falou também em compromissos com decisões judiciais.
A notinha do Hugo Motta dos Conchaves, o novo dono da Câmara frigorífica, foi bem parecida com a de Alcolumbre. “A decisão do ministro Flávio Dino (STF), de aprovar o plano de trabalho das emendas, é resultado dos esforços do Legislativo em dialogar com os demais Poderes. É também um reconhecimento das prerrogativas dos parlamentares.”
Pensamento aleatório. Prerrogativas parlamentares nas duas notinhas. Nada combinado.