Mas a previsão é que o investimento, feito pelo governo do condado de Okaloosa, que também comprou o navio por US$ 1 milhão (R$ 5,8 milhões), renda sete vezes mais ao longo dos anos, já que, de acordo com um estudo da Universidade da Flórida, cada dólar gasto na construção de recifes artificiais marinhos gera sete dólares em benefícios econômicos para a economia da região onde eles são instalados, na forma de despesas dos visitantes em hotéis, restaurantes e empresas de mergulho.
A fim de permitir a visitação de mergulhadores de todos os níveis de habilidade, de iniciantes a avançados, o SS United States será afundado em local de baixa profundidade, bem perto da costa, a cerca de 25 milhas da praia da cidade de Destin – que, com isso, espera se tornar uma espécie de Meca para os mergulhadores no futuro.
Fim de uma longa novela
O início da última viagem do SS United States marca também o fim de uma novela que vem se arrastando há mais três anos, desde que a empresa proprietária do pier no qual ele estava atracado há décadas na Filadélfia entrou com uma ação de despejo contra a proprietária do navio, a organização não governamental SS United States Conservancy, gerida pela americana Susan Gibbs, neta do projetista do próprio transatlântico, William Francis Gibbs (uma espécie de Oscar Niemeyer da indústria naval americana do início do século passado), pelo não pagamento dos aluguéis pendentes.
Sem recursos para quitar a dívida e sem interessados em transformar o navio em um museu a céu aberto, como era o seu desejo, Susan Gibbs decidiu vender o navio para que ele seja afundado e vire uma atração turística submersa, além de estimular a vida marinha no mar da região.
“Acho que será um bom último capítulo para a história de um dos mais emblemáticos navios da história marítima dos Estados Unidos”, disse Susan, ao aceitar a proposta.