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Para cada gasto, é preciso especificar a fonte dos recursos. Dessa forma, a rastreabilidade chega a 100%, segundo o TCU.

O relatório ressalta, porém, que o Siafic precisa ser aperfeiçoado pelo governo federal para incluir mais informações sobre emendas.

“É importante que o Siafic e o Siconfi [sistema para extrair dados do Siafic] ampliem o detalhamento dos repasses, incluindo todas as transferências da União e contemplando categorias como modalidade de aplicação, função e subfunção, além de identificar o autor das emendas”, diz a nota técnica do TCU.

“Também é essencial que os entes federados forneçam essas informações regularmente, incluindo sub-repasses para organizações do terceiro setor.” A recomendação acontece após o UOL revelar que sete ONGs receberam quase meio bilhão de reais em emendas parlamentares para a realização de projetos esportivos e de capacitação profissional com fortes indícios de desvios de recursos.

Essa é a solução definitiva para o problema das emendas, segundo o TCU. A nota apresenta também uma solução intermediária, mais rápida: a criação de contas bancárias específicas para receber o dinheiro de emendas.

Apesar de ser mais imediata, essa solução demanda um encargo dos municípios, que precisam agir agora para criar essas contas — o que já foi recomendado.

Prefeituras com contas opacas estão sob investigação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e CGU (Controladoria-Geral da União). As apurações sobre emendas são uma das prioridades desses órgãos, mas, sem os aperfeiçoamentos tecnológicos, caminham devagar e com limitações de transparência.